SET -Então, quando existe o diálogo entre Bruce Wayne (Christian Bale) e Lucius Fox (Morgan Freeman) sobre o novo uniforme de Batman ser a prova de gatos, não é uma referência a mulher-gato?
Claro, uma piada... E talvez fosse para ser, pois para uma trilogia ser feita depende inteiramente da bilheteria. Nos idos de 2005, Batman Begins fez “só” 372 milhões de dólares. Na sequência, O cavaleiro das trevas fez pouco mais de 1 bilhão de dólares pelo mundo, um fenômeno pop de campanha viral global. O sinal verde estava oficialmente aceso, e mesmo com a morte de Ledger, em 2012 O cavaleiro das trevas ressurge estreou após tumultos ainda maiores e mais sérios: Uma sala de cinema pegou fogo no México, após um atirador ter feito várias vítimas na noite da pré-estreia do filme em um cinema americano.
“A trilogia é amaldiçoada”, logo acusaram os inquietos. Seja como for, Christopher Nolan dedicou quase uma década realizando um verdadeiro deleite para os fãs da personagem ambientado no século XXI. Saem os Batmóveis fantasiosos de Tim Burton e entram uma máquina de guerra (Tumbler) e uma Batmoto armada até o motor. Os vilões caricaturais dos anos 80 não têm vez nesse novo universo de terrorismo, anarquia e socialismo, realidades e pretensões extremamente atuais. Gotham City é Nova York, São Paulo, Londres, Tóquio, uma cidade suja, moderna e cheia de violência que precisa de salvação, de um jeito ou de outro. A seguir, uma análise parte por parte da melhor trilogia de Hollywood desde O senhor dos anéis.
“A trilogia é amaldiçoada”, logo acusaram os inquietos. Seja como for, Christopher Nolan dedicou quase uma década realizando um verdadeiro deleite para os fãs da personagem ambientado no século XXI. Saem os Batmóveis fantasiosos de Tim Burton e entram uma máquina de guerra (Tumbler) e uma Batmoto armada até o motor. Os vilões caricaturais dos anos 80 não têm vez nesse novo universo de terrorismo, anarquia e socialismo, realidades e pretensões extremamente atuais. Gotham City é Nova York, São Paulo, Londres, Tóquio, uma cidade suja, moderna e cheia de violência que precisa de salvação, de um jeito ou de outro. A seguir, uma análise parte por parte da melhor trilogia de Hollywood desde O senhor dos anéis.
BATMAN BEGINS – Depois do (Óbvio) fracasso de Batman e Robin (1997), a Warner Bros. tentou recuperar a série e seu potencial chamando Darren Aronofsky (Cisne negro), Frank Miller (Spirit, outro fracasso justificável) e os irmãos Wachowski, de Matrix, mas foi através da mente e das mãos que escreveram o roteiro indicado ao Oscar de Amnésia que o personagem de Bob Kane tomaria contornos definitivos para uma geração inteira. O roteirista David Goyer, junto de Chris e Jonathan Nolan se propôs a introduzir Bruce Wayne em um gênesis rumo a alcançar o que ele havia nascido para ser: Um fruto distinto da violência, alguém incorruptível e maior do que uma força policial. O remake foi reverenciado pelo público, apesar das inseguranças da direção ainda limitada, e críticos mais conservadores não gostaram dessa visão realista tão distante da de Burton. Para se ter uma ideia, os equipamentos de Batman são baseados sem exceção em tecnologias militares existentes, incluindo a capa e a armadura.
“Não é quem eu sou debaixo desta máscara que importa, mas o que eu faço que me define” – Batman.
BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS – E foi aqui que a trilogia ganhou respeito, ou melhor, impôs. Os irmãos Nolan pegaram o conceito de Batman Begins e jogaram tudo no lixo, reciclando algo muito superior: Uma pérola. Toda obra de ação queria ser essa sequência, ter essa essência, filmada em várias cenas com câmeras IMAX, com uma qualidade visual suprema, popularizando esse tipo de câmera um ano antes de Avatar. O filme tem um poder hipnótico sobre o espectador, razão pela qual muitos apontam como a Melhor adaptação da nona-arte para a sétima arte. É de fato uma produção contemplativa, com cenas que já se tornaram clássicas (A perseguição ainda melhor do que em Begins, com o Tumbler perseguindo o Coringa que caçava o camburão onde Harvey Dent era para ser transferido para a prisão, ou a explosão do hospital). Todos os elementos, inclusive a direção mais segura e ampla de Christopher Nolan, culminaram em um épico policial que novamente se propôs como tema central a culpa de um ser humano incapaz de lidar com um mal sem limites e sem porquê.
“Eu não quero matar você! Porque eu faria isso? Para voltar a roubar criminosos e traficantes, não, não, não: Você me completa!” – Coringa.
"Quando Gotham estiver em cinzas, terá minha permissão de morrer." - Bane


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