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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Uma História Cinéfila 2 - A Vingança

 ATENÇÃO! Não deixe o spoiler atrapalhar sua leitura! :)
Confira a primeira parte dessa intrigante história clicando aqui.


Uma História Cinéfila 2 - A Vingança
por Victor Tanaka

Depois do terrível acontecimento em Vegas, baseado em fatos reais, podem não ter entendido nada, porque todo mundo é louco. Mas tudo bem, o amor é cego.

Depois daquele dia, Matilda e um louco apaixonado foram embora antes do pôr-do-sol. Até porque eles fossem no cair da noite, não chegariam a tempo do banquete de casamento, e estavam com uma fome animal.

Em resumo, tiveram três filhos, mais a caçula eles esqueceram na sorveteria. Ela ficou com medo quando pensou "Maria, mãe do filho de Deus! Eles esqueceram de mim". Então algumas pessoas a acharam, a levaram para o orfanato e agora ela é a orfã. Foi lá que a pobre Laura viveu os melhores anos de nossas vidas, mas ao mesmo tempo os piores. Logo, ela decidiu se vingar de seus pais.

Durante anos, ficando inventando seu plano malvado. Ela pensou "Hum... meu malvado favorito é esse em que os sequestro por engano e os enfio numa trama macabra." Laura viveu durante anos com uma louca obsessão.

Enquanto isso, Matilda e seu marido louco (que agora era psiquiatra) viviam felizes. Ela era encantada por ele, e ambos eram simplesmente feliz. Numa tarde, seu marido chegou do trabalho dizendo:

- Oh, acabei de ouvir as confissões de Schmidt e, nossa, como ele é problemático. Ele gritou comigo, dizendo "Eu odeio o Dia dos Namorados!". Mas nos demos bem. Imagine só que é dele o gato preto que comeu os restos da nossa falecida vizinha.

- Ah, que bom! Aquela levada da breca era uma idiota. Uma vez ele um o leão no inverno e disse "Nossa, essa pequena é uma parada". Eu não entendi, mas é bom não contrariar os loucos.

Foi quando ligaram a TV e viram aquela intriga internacional que era a propaganda, que disse:

"Venha se divertir com nunca antes. Visita a fantástica fábrica de chocolates de Laura."
 
Eles, então, reconheceram a filha. Pela primeira vez depois de tanto tempo, pai e filha separados por uma tela.

Laura apareceu no comercial dizendo:

- Vivi os verdadeiros 120 dias de Sodoma! Fui esquecida por meus pais. Mas agora chega! Eu aposto o V de vingança de que eles virão atrás de mim e dirão para meu namorado "Oscar, minha filha não quer casar". Vamos participar agora de uma mudança de hábito que mudará a vida de todos, e vocês pensarão "Deu a louca no mundo", porque eu prometo que será diferente antes e depois.

Mal sabia Laura que estava envolvida na teia da aranha, e participaria agora de um destruidor duelo de gigantes, entre sua fábrica e a pequena loja dos horrores de Manhattan que pertencia ao Senhor Patch Adams. "O amor é contagioso" era o seu lema.

Victor Tanaka

domingo, 2 de maio de 2010

Uma história cinéfila

Uma história cinéfila
por Victor Tanaka

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Júlia e Matilda eram amigas com dinheiro. Eram duas meninas malvadas. Em um dia de cão, elas estavam aprenciando o sol da meia-noite, quando apareceu o padrasto da vizinha, com uma máscara mortal, e disse:
- Deixe ela entrar!
As amigas não entenderam e acharam que ele era apenas um louco apaixonado pela insanidade e o ignoraram. Ele prsseguiu:
- Fale com ela!
Júlia ia reclamar, quando Matilda disse:
- Esse mundo é um hospício! A vida é bela e a felicidade não se compra.
O louco gostou da filosofia e disse:
- Estou louco por você.
- Nunca fui beijada. - disse ela, jogando uma indireta.
- Que tal irmos ver a última sessão de cinema?
- Prefiro ficar em casa..
- Gosto de cereja, mas ninguém pode saber.
- Você é tão bonito.
- Que tal um ritual dos sádicos?
- Beija-me, idiota. - ela reclamou, perdendo a paciência.
Ele foi beijá-la.
- Beijo na boca, não.
- Você é uma garota infernal.
Ele lhe deu um beijo da morte no rosto.
- Agora seremos felizes.
- Vamos marcar nosso casamento grego?
- Eu preferia um um casamento original.
- Tudo bem... no ano que vem.  - brincou ele.
- Estou encantada. Nós dois formamos um casal do barulho. No ano passado, em Marienbad, eu ia me casar, mas não tive com medo. Todos gritavam "Socorro! Noiva em Fuga! Não a deixem escapar". Mas eu desejei feliz natal para os produtores  de teatro que me encontraram. Eles viram que eu tinha talento. E assim, nasce uma estrela.
- Você já cantou profissionalmente?
- Sim. E foi no planeta dos vampiros, em Munique e em Dogville.
Júlia prosseguiu:
- Eles eram loucos por ela. Mas depois ela acabou fracassando. Agora fale de você.
- Eu tinha um amigo chamado Brian. Escrevi um livro contando a vida de Brian.
- Ah, você já foi escritor?
-  Sim, escrevi 1408 livros. O crepúsculo e uma noite no museu me trazem inspiração. Mas quero ser mais que isso, eu quero ser grande.
- Falando nisso, qual é o seu nome?
- Marty, mas todos me chamam de Chaplin porque sou o rei da comédia. Até fiz muito sucesso uma vez. Aconteceu em Woodstock.
- Interessante.
Neste momento, apareceu um terrível fantasma, o fantasma da ópera. Ele era um terror na ópera, por isso derrubou no palco o candelabro italiano. Além disso, a jovem Christine, o carro assassino, por quem era apaixonado, não lhe deu bola. Ele disse, com sua voz rouca:
- À meia-noite levarei sua alma! Esta noite encarnarei no teu cadáver.
O estrangeiro louco ficou paralisado de medo, enquanto as branquelas Matilda e Júlia gritaram de medo. Mas uma vez na vida Matilda tomou coragem e disse:
- Eu vou chamar os caça-fantasmas.
- Ah, é? Então eu vou te levar agora.
- Do mundo nada se leva. - disse ela. - Nunca é tarde para amar e não é só porque eu tenho 98 anos que vou ir embora tão cedo.
O fantasma foi embora chorando.
- A morte passou por perto. - disse Marty. - Ainda bem. Bom, já temos todo o nosso futuro planejado. Vamos comprar a casa monstro, a loja da esquina e o submarino amarelo.
- Isso mesmo. Adeus, Julia.
- Adeus, Matilda! Adeus, Marty! Adeus, Lênin.
- Quem?
- Esquece. Foi só uma grande lembrança do brilho eterno de uma mente sem lembranças.
- OK. Mas antes, Julia, o que você fará sem mim para te ajudar?
- Meu amigo me dará o circo e eu farei sucesso com a fuga, a raiva, a dança, a bunda, a boca, a calma, a vida da mulher-gorila. Vai ser legal.
- Tudo bem. Adeus!
- Tchau! Vamos embora com o Herbie, meu fusca turbinado. Ah, se meu fusca falasse... Ah, se minha cama voasse... Ah, se meu apartamento falasse... Vamos.
Os dois foram embora. Julia só ficou vendo-os se afastarem a caminho do céu de outubro.
- É... esse mundo é um hospício.

Victor Tanaka

 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Poderoso Feitiço do Amor à Primeira Vista - PARTE I

Era tarde na casa de Dulcineio. Não só na casa dele como também na cidade toda. Dulcineio dormia tranquilamente, sonhando com patinhos nadando num lago poluído e fedorento. De repente, uma das latas que boiava naquela superfície contaminada e podre abriu uma bocarra cheia de dentes pontudos e comeu os patinhos. Dulcineio acordou gritando:

- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO! Aquela lata de refrigerante de melancia que eu joguei ontem no lago enquanto voltava de uma partida de bocha com meu bisavô não pode ter comido cinco patinhos que foram passear além das montanhas para brincar quando a mamãe chamou! EU NÃO SOU UM ASSASSINO! Não posso passar o resto dos meus dias limpando vasos sanitários porcos e entupidos de cocô fedido numa prisa nojenta e imunda!

Depois de sofrer e entrar em depressão por ser o responsável pela morte de cinco bichinhos inofensivos, ficou em silêncio por três segundos (depois voltara a reclamar da amargura de sua vida), mas esse tempo foi o suficiente para ouvir um barulho esquisito, uns gritos desafinados e esganiçados que vinham de sua cozinha. O que seria? Um bandido? Será que este teria descoberto o dinheiro que Dulcineio guardava dentro do pote de ajinomoto que ficava escondido em cima do armário?

Ouviu um barulho: alguns objetos caindo. Era som de metal se chocando com o piso.

"As panelas!", pensou o apavorado Dulcineio. "Ele descobriu meu talão de cheques dentro do meu Buda de porcelana que escondo numa panela de pressão que nunca uso, atrás da pia!"

Colocou a mão para o lado, tateando sua cama à procura de sua esposa. Ela não estava lá! Foi aí que se lembrou que nunca foi casado e morava sozinho num apartamento de número 777, no 7º andar de um edifício de número 707.

O medo o deixava alucinado. E se o suposto bandido descobrisse suas moedas no congelador, dentro de um saco de carnes cruas que estava lá há quatro anos? Não tinha coragem de fazer nada. Deitou sua cabeça no travesseiro duro e fechou os olhos, fingindo estar dormindo. Por que o ladrão invadiu seu apartamento logo hoje que não estava dormindo com seu taco de baseball?

O barulho parou. Dulcineio ficou em silêncio, apavorado, tenso, ofegante. Passarem-se quinze minutos e os maus pensamentos não saíam de sua cabeça. "Chega!", ele pensou, "eu vou descobrir o que está acontecendo da minha cozinha." Ele se levantou e começou a andar. A cada passo, o piso de madeira rangia. Por um tempo, decidiu procurar sua espingarda, mas prometeu a si mesmo que só iria em caso de emergência. E aquilo não era, afinal ele nem sabia quem estava lá. E se acabasse acertando o vizinho que tentou fugir de seu apartamento cavando um túnel e acabou entrando lá por engano? Chegou na cozinha. A porta estava encostada. Ele a empurrou com o pé, o barulho da madeira podre era a única coisa que se ouvia, e Dulcineio tomou um susto quando viu...



Continua...