quarta-feira, 14 de julho de 2010

Crítica: Eclipse (2010)

Taylor Lautner (milagrosamente com uma regata), Kristen Stewart e Robert Pattinson, o trio principal
“Mas Edward é o quê, afinal? Um vagalume?”

VAMPIRO, substantivo masculino, três sílabas (VAM; PI; RO – sílaba tônica: PI). De acordo com o dicionário: “defunto que, segundo a crença popular, sai à noite das sepulturas para sugar o sangue dos vivos. E foi justamente isso que Bram Stoker retratou em sua obra, Drácula, que logo deu origem a vários filmes de mesmo nome, Nosferatu, etc. Muitos outros filmes retrataram tal criatura do mesmo modo. Até mesmo a novela da Rede Globo O Beijo do Vampiro fez isso. Mas como em todo assunto, tinha que aparece alguém para mudar tudo, tentar ser diferente e falhar, acabando com a imagens dessas criaturas sanguinárias e góticas.

Edward Cullen com a turma do circo sua família..
Stephenie Meyer, escritora, nascida em 24 de Dezembro de 1973 em Hartford, Connecticut, Estados Unidos da América. Casada, com três filhos, escreveu a famosa Saga Crepúsculo, que contém quatro partes (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer). Já critiquei os dois primeiros filmes. Agora, farei o mesmo com o terceiro capítulo da saga, Eclipse.

Após Bella se apaixonar por um vampiro que não é nada do que é descrito no primeiro parágrafo e ter um caso com seu amigo Jacob Black, a moça agora fica dividida. Ela não sabe quem escolher: o Jacob ou o Edward. Claro que o filme não entra de novo nesse assunto, até porque ela ficou se perguntando isso durante os 130 minutos de Lua Nova. Aqui, Jacob e Edward devem se juntar para proteger Bella de uma gangue de vampiros recém-formados que estão causando o caos na cidade e querem destruir os Cullen.

Finalmente eles resolveram deixar de lado aquela suposta confusão da chata Bella que dominava, entediando os espectadores, no segundo filme, e depois de 130 minutos passaram para o próximo passo. Mas até que este filme possui algumas ressalvas. Kristen Stewart já não está tão irritante, antipática e com sobrancelhas franzidas quanto antigamente, por exemplo, o que já é um bom progresso. Agora a atriz precisa avançar mais alguns passos para dar motivos para chamarem-na de talentosa.
Se ele fosse um vampiro, não estaria brilhando entre as flores.

Eclipse é, por enquanto, o melhor filme da saga. É estranho falar desse jeito, até porque não é novidade que o filme não é bom. A canastrice do trio principal, o falso clima de suspense e o romance bobo ainda prevalecem, porém em quantidade menores, provando que é verdadeira a famosa teoria de que a cada filme a série evolui para melhor. Se continuar nesse ritmo, creio que até daqui dos filmes, eles possam fazer algum bom.

Mas, por melhor que seja o filme, por menos deslizes que os últimos filmes tiverem, uma coisa nunca vou engolir: um vampiro que brilha no sol. Vampiros têm medo do sol! Eles desmancham quando ficam exposto à luz do astro. Vampiros não brilham no sol! Mas Edward é o quê, afinal? Um vagalume? Vagalumes brilham – não no sol, óbvio. Até hoje não entra na minha cabeça como isso pode acontecer. Daí vem os primeiros parágrafos desta crítica: Stephenie Meyer transformou as criaturas da noite, temidas e que amedrontam, em adolescentes que fazem festas, ouvem Muse (ah, mas isso foi bom, pelo menos, haha), brigam por amor e, pior de tudo, brilham no sol, o que tira completamente o sentido de sua existência.

Ashley Greene como a charlatã vampira vidente Alice
Aproveitando que já falei de Muse no parágrafo anterior, foi continuar a deixa para elogiar a ótima trilha sonora, que possui duas bandas que adoro: a já citada Muse e Metric. A banda Muse contribuiu para o filme com a maravilhosa música Neutron Star Collision, que infelizmente toca baixo na hora da festa. E a primeira música do filme é Eclipse (All Yours), da banda Metric, que também é ótima (ambas, música e banda).

Dakota Fanning, que aqui está melhor que em Lua Nova (pelo menos, aqui ela não disse apenas uma palavra), e mostra ser realmente a melhor da saga. Ela, sim, é a verdadeira vampira da história, a assassina, a impiedosa, a vingativa, e não uma tal de Alice que tem visões (vampiros agora viraram videntes, outra novidade).

Então, resumidamente, roteiro do filme é risível. Temem um clima que não existe, inventam um conflito banal para tentar emocionar forçadamente, usa diálogos toscos e excessivamente melosos, colocam Taylor Lautner sem camisa para deixar as garotas apaixonadas, suspirando e terem orgasmo e criam situações bizarras e que não devem ser levadas a sério, usando os sentimentos dos personagens como desculpa para explicar a falta de inteligência usada pelos roteiristas. E os fãs caem nas armadilhas preparadas de qualquer jeito. Stephenie Meyer reinventou os vampiros, dando-lhe características de bruxos, deuses e super-heróis, o que significa que Eclipse novamente não passa de um filme teen para agradar as fãs descerebradas e iludidas da série, embora ainda mais evoluído que os outros dois últimos. Quando decidirem fazer um cinema menos comercial, criem coragem para apresentar um produto decente ao público.

3 comentários:

weendel disse...

realmente o filme e um tanto
melancoligo de mais..
mas o fato dos novos vampiros
com seu dons especiais e bem legal
e diferente mas vc tem q entender
q nao eh um filme de terror sobre vampiros
e apenas romance , e nadas mais justo q mude um pouco as caracteristicas do vampiro original..
e trilha sonora arrazaa..
pricipalmente metric tocando all yours.

Rafael W. disse...

É o melhorzinho da saga, mas continua não tendo muita coisa pra contar. Pelo menos, tem cenas e diálogos mais divertidos.

Anônimo disse...

quel e voce pra falar do filme e o melhor filme que eu ja assintir e se vc nao gosto nao fique criticando as coisas , realmente a bella e um pouco chata mas os vampiros terem dons e bem legal e torna o filme bem divertido .