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domingo, 17 de abril de 2011

Um olhar do paraíso: março de 2011

Posso dizer com toda a certeza do mundo que março foi, até agora, o mês mais pobre de 2011, cinematograficamente falando. Comecei bem, vendo diversos filmes, mas depois eles começaram a se tornar raros e escassos - assim como o começo de abril.

Tudo começou com Em Busca da Felicidade, no dia 3. Não, não é o filme do Will Smith e seu filho que tem um caso com Justin Bieber. É um filme com o garotinho de As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl e minha musa teen AnnaSophia Robb. Nem preciso dizer que ela foi o motivo para eu ver e gostar um pouco deste filme tosco e até bonito.

No outro dia, FINALMENTE tive o prazer em apreciar A Origem, o ótimo filme de Christipher Nolan, ao mesmo tempo em que revia, no fim da tarde, a versão setentista de A Fantástica Fábrica de Chocolate.

No ia seguinte, logo de manhã, vi O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus. O filme mais maluco do ano, eu garanto. Mas é criativo e diverte, pelo menos. E à noite, vi o precioso Oliver Twist, de 2005. Devo ter sido o único a gostar desse, mas aconteceu. Achei muito bom.

Poucas horas depois, quando o sol tornou a raiar, mais três filmes:
- Bernardo e Bianca - filme obscuro de 1977 da Disney que, mesmo tendo sido feito na época sem magia da Disney, possui um charme a mais.
- Endiabrado - comédia simpática e engraçada, mas continuo não gostando de Brendan Fraser.
- Saló ou os 120 Dias de Sodoma - Um filme bonitinho e fofo, que pode ser visto por pessoas de todas as idades. Mas isso não significa que ele seja bom.
A Profecia. Versão dos anos 70. Gregory Peck. Foi isso que tive o prazer de ver no dia 7 em boa companhia.

Nos dias que se seguiram:
- Revi Up - Altas Aventuras
- Legalmente Loira 2 e o bizarro Pink Flamingos, que é absurdamente criativo.
- Garota Infernal - gosto menos ainda de Megan Fox - e Atraídas pelo Perigo - só de escrever o nome desse último, já fico com sono.
- Estão Todos Bem. Filme de DeNiro que começa bem e depois parte para aquele velho sentimentalismo que, em vez de emocionar, irrita.
- Revi a versão de 2010 de A Hora do Pesadelo e achei pior do que eu pensava.
- O bom A Princesa e o Sapo e o arrepiante O Massacre da Serra Elétrica - versão original de 1974.

Aqui começa a minha parte obscura de filmes:

Quatro dias sem ver filmes, e pude me contentar com Férias Frustradas no SBT.
No outro dia, apenas revi O Cão e a Raposa, que eu via sempre quando era criança e não me lembrava de quase nada - apenas de algumas cenas.
Após esse dia, De Olhos Bem Fechados do Kubrick.

Um dia sem ver filme, e na segunda-feira que se seguiu, vi o decepcionante Enterrado Vivo.
Dois dias sem ver filmes, e surgiu então O Diário de Bridget Jones.
Mais 48 horas sem ver filmes, e vi então Os Reis do Iê-Iê-Iê, dos Beatles.
Mais dois tristes dias sem ver filmes e fechei o mês de março com Um Milionário em Apuros.

Resumo de minha situação cinéfila
Filmes vistos este mês: 21
Filmes vistos este ano até aqui: 74
Filmes revistos este mês: 4
Filmes revistos este ano até aqui: 11
Melhor filme do mês: De Olhos Bem Fechados
Pior filme do mês: Saló ou os 120 Dias de Sodoma
Maiores surpresas do mês: Oliver Twist / O Diário de Bridget Jones / Férias Frustradas
Melhor atuação masculina do mês: Tom Cruise em De Olhos Bem Fechados
Melhor atuação feminina do mês: Renée Zellwegger em O Diário de Bridget Jones (por falta de opção)

domingo, 6 de março de 2011

Um olhar do paraíso: fevereiro de 2011


Após um mês de janeiro recheado de filmes, ouve aqui uma grande queda em minha vida cinéfila devido ao começo das aulas - como sempre. Mesmo tendo visto apenas 18 filmes neste mês de fevereiro, o que importa agora foi a quantidade de filmes bons que tive o prazer de acompanhar neste segundo mês de 2011. Vou começar a analisar agora os filmes que vi em fevereiro.

Comecei o mês com tudo. Logo no primeiro dia, vi quatro filmes bons. Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar foi o primeiro deles. Uma grande animação de Miyazaki, conhecido como o Disney oriental. Mais tarde, vi o mais recente filme de Woody Allen, Você Vai Conhecer o Homem dos Sonhos - desde já, um dos filmes mais subestimados de seu ano. À noite, vi dois filmes ainda inéditos do Brasil: um deles é bonito e com uma atuação esplêndida de Nicole Kidman, que a fez ser indicada ao Oscar. Este é Reencontrando a Felicidade (título original: "Black Hole"). E o segundo me surpreendeu bastante por ser muito divertido e trazer uma história genial, além de uma Emma Stone talentosíssima - A Mentira.

No dia seguinte, vi apenas um filme, mas ainda ótimo e muito adorado por vários cinéfilos. Sim, finalmente consegui ver Clube da Luta, e não me arrependi. Dois dias se passaram para eu ver mais um, desta vez na televisão (SBT) - Garotas S.A. foi exibido pelo Cinema em Casa no dia 4 e eu aprovetei para assistir. Nada de especial, é lógico.

No dia seguinte, sábado, saí com uns amigos e fomos ao cinema. Íamos ver "Desenrola", mas não estava mais em cartaz no cinema em que fomos. Logo, decidimos ver O Turista, com meu ator preferido (que virou modinha, mas continuoadmirando-o) e Angelina Jolie. Durante a exibição deste filme pude, pela primeira vez na minha vida, enxergar a tão falada beleza de Jolie, que até então eu achava superestimada. Gostei do filme. Toca "Starlight", da banda Muse, nos créditos finais. Já foi minha música favorita. Adorei descer as escadas do cinema com essa música tocando. Me senti poderoso. Ok, vamos deixar de papo e ir para o próximo filme.

No dia seguinte, vi meu primeiro filme clássico do ano, que não foi "O Último Tango em Paris", mas sim uma comédia engraçada com James Stewart baseada em uma peça teatral: Meu Amigo Harvey. Dia 8,  vibrei com o musical Positivamente Millie, que conta com a presença de minha atriz preferida (Julie Andrews) e, na tarde seguinte, quase dormi aguentando as duas horas do chato Encontrando Forrester, que vi com duas amigas para um trabalho de escola.

Dia 10, quinta-feira à tarde, revi meu primeiro filme do mês. Eu já tinha visto e amado Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, e tive um ótimo momento aturando a genialidade deste grupo de comédia britânico. E no sábado, vi Abraços Partidos, do Almodóvar - gostei, mas esta longe de ser um de seus melhores -, revi A Grande Família - O Filme - ri muito com o Lineu bêbado - e vi o ruim filme nacional Muito Gelo e Dois Dedos D'Água.

Dia 14, vi o curta-metragem Identidade, de Fernando Meirelles, e na terça-feira, uma comédia romântica muito acima da média, Simplesmente Amor. Cinco dias se passaram, até eu tornar a ver outro filme, e meus olhos brilharam, meu coração se derreteu e eu me emocionei com Billy Elliot que, levando para meu lado pessoal, conseguiu resgatar alguns sentimentos bem profundos sobre mim mesmo. Isso foi no sábado.

No domingo, finalmente vi A Rede Social, e achei ótimo, embora eu ainda ache Mark Zuckerberg um idiota, porém gênio. No mesmo dia à tarde, vi O Último Tango em Paris e admito que esperava algo mais ousado na tão comentada 'cena da manteiga'. E à noite, tive a quem dar o selo de melhor filme do mês: já estava na hora de eu ver este que muitos consideram o melhor de meu diretor favorito, e após conferir, assino embaixo. Este é Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas. Uma viagem imaginativa inesquecível!

No outro dia, revi A Mentira, que adoro. Dois dias depois, vi a comédia Como Perder um Homem em 10 Dias, que só tive vontade de assistir porque eu soube que tocava a música "Kiss Me", da banda Sixpence none the Richer, em uma das cenas - e eu adoro a música. Bom, Kate Hudson vale o ingresso.
E para encerrar, numa sexta-feira, dia 25, revi o meu filme preferido e continuo amando-o como nunca. Pela terceira vez, tive um momento mágico ao conferir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Bem, foi isso. Vi filmes para todos os gostos, e não vou parar agora. Que março seja um ano com muitos filmes (como ocorreu em Janeiro) ou com poucos filmes, porém com mais qualidado (como ocorreu aqui).

Resumo de minha situação cinéfila
Filmes vistos este mês: 18 
Filmes vistos no ano até aqui: 53
Filmes revistos este mês: 4
Filmes revistos no ano até aqui: 7
Melhor filme do mês: Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
Pior filme do mês: Muito Gelo e Dois Dedos D'Água
Maiores surpresas do mês: Simplesmente Amor / Billy Elliot / O Turista
Melhor atuação masculina do mês: Jesse Eisenberg em A Rede Social
Melhor atuação feminina do mês: Emma Stone em A Mentira

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um olhar do paraíso: Janeiro de 2011

O ano de 2011 promete ser para mim um dos meus mais bem-sucedidos anos de filmes. Depois de 2010 que foi um pequeno fracasso em relação ao divino ano anterior, que foi meu primeiro grande, (BEM GRANDE, ENORME) ano de cinema, espero fazer deste um ano igual ao de 2009 ou superior.

Comecei o ano bem, sabendo que muitas pessoas vão me discordar. Mas o que posso fazer se gostei de Um Olhar do Paraíso, de Peter Jackson? Foi meu primeiro filme do ano, e o assisti no segundo dia deste ano, que por coincidência fui um domingo. Fiz um pequeno, comentário, que pode ser lido clicando aqui.
No mesmo dia, vi na Sessão de Gala, da Rede Globo, um pequeno e não-conhecido filme francês, chamado Meu Melhor Amigo, de Patrice Leconte e com Daniel Auteuil no elenco. Achei este um filme divertidinho, um passatempo.

No dia seguinte (dia 3 de janeiro), revi, na Rede Globo, o filme brasileiro Saneamento Básico - O Filme, que eu havia visto no ano passado e até agora considero um dos cinco melhores longas-metragens nacionais.

No dia 5, vi meu terceiro filme inédito do ano - o alemão A Vida dos Outros, vencedor do Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. Um filme muito bom, que vale muito a pena ser conferido.
E no dia seguinte, vi três filmes: A Família da Noiva, com Ashton Kutcher; Batman & Robin, um filme de um dos mais famosos super-heróis do mundo de 1997, contando até com Uma Thurman no elenco; e Última Parada 174, um filme nacional que pode agradar a alguns - como aconteceu comigo.

No dia seguinte, dia 7, vi mais dois filmes: outro filme brasileiro, desta vez uma comédia de menos valor e qualidade entitulada Sexo com Amor? e um filme estado-unidense com atores chineses que conta uma história passada no Japão. Uau. Este é Memórias de uma Gueixa, um filme interessante, que até faturou o Oscar de Melhor Maquiagem. Ah, e entre esses dois, revi Harry Potter e a Pedra Filosofal pela 125.463.746.846.847.957.247.846.467ª vez.

No outro dia, dia 8 (sábado), vi Terapia do Amor, uma comédia com Uma Thurman - e destaque para Meryl Streep engraçadíssima como uma coadjuvante. E no domingo, vendo meu décimo filme do ano, Coincidências do Amor, que é um filme ruim e com certeza estará na minha lista de piores filmes de 2010. Um dos filmes mais clichês do ano.

Meu 11º filme de 2011 foi O Escritor Fantasma, que conta com a melhor sequência de cenas da década perto de seu desfecho. Sim, seu final é lindo! E na terça-feira, dia 11, finalmente vi Tratamento de Choque, com Adam Sandler e Jack Nicholson. Digo "finalmente" porque eu já tinha começado a ver aquele filme várias vezes, mas nunca havia passado da cena do avião, logo no início. Desta vez, vi até o final e posso dizer com orgulho que encontrei diversas falhas do filme, que contribuíram para um final nada bom.

Dia 13, uma quinta-feira, vi quatro filmes - até então o dia que mais havia visto filmes no ano. O primeiro foi A Filha do Presidente, que vi na Sessão da Tarde e é um filme ruim. Depois, Canguru Jack, e então me arrependi de ter visto. O filme é péssimo, e vocês podem ler um comentário que fiz a ele clicando aqui. Mais tarde, vi um filme ainda inédito no nosso país, porém muito comentado e desejado: Cisne Negro, de Darren Aronofsky. Clicando exatamente aqui, você também pode ler um comentário que fiz para este. E clicando também aqui, você pode ler uma crítica para o filme, aqui no nosso blog, feita pelo nosso querido Douglas Olive. Para terminar, vi Efeito Borboleta.

No dia seguinte, na mesma sexta-feira em que findou a novela Passione, da Globo, eu revi A Mão que Balança o Berço. Caiu um pouco no meu conceito, mas continuo AMANDO a vilã Peyton Flanders e sua intérprete, Rebecca De Mornay. Alguns minutos depois de terminar, minha televisão queimou.

Depois de alguns dias sem ver filme, fui bem recompensado quando, na terça-feira que se seguiu - aparentemente dia 18 -, vi um dos melhores filmes deste ano também. Estou falando de um filme que parecia ser interessante e acabou sendo mais que ótimo! É o coreano Mother - A Busca pela Verdade. No dia seguinte, vi Plano B, com Jennifer Lopez, um dos piores do ano. Vamos agora aos links: para ler meu comentário sobre o filme Mother, clique aqui. Para ler o meu comentário sobre Plano B, clique aqui.

Depois de ficar sem ver mais filmes até o resto da semana, fui surpreendido no domingo, quando vi mais quatro: o excelente Mary & Max - Uma Amizade Diferente, cujo comentário escrito por mim você pode ter o (des)prazer de ler clicando aqui; vi também Aracnofobia, cuja parte interessante começa perto do fim, mas pode ainda dar susto durante sua exibição - geralmente nas pessoas que sofrem com este mal (como eu, mas não tomei sustos); ainda no mesmo dia vi Ilha do Medo, de Martin Scorsese (um filme muito bom, com um final que infelizmente eu já sabia) e o muito ruim Água Negra, filme americando dirigido pelo brasileiro Walter Salles.

Três dias depois, vi A Última Música, com Miley Cyrus e baseado no livro de Nicholas Sparks. Este já foi meu 23º filme do ano. Falando nisso, fiz uma crítica falando mal desse fime - adoro críticas negativas, hihi - bem aqui. Há alguns meses, comecei a ler o livro também, mas nem terminei, porque Sparks é um péssimo escritor e enche o saco. Meto mais o pau no escritor do que no próprio filme na crítica, haha.

O melhor ainda está por vir...
Geralmente é no fim do mês que se localizam a maior quantidade de filmes vistos. E aqui não foi diferente. Dia 29, sábado, vi O Fada do Dente, que não foi tão ruim quanto eu pensava. Possui uma história fofa, uma mensagem LINDA e pode até agradar em alguns momentos, mas continua muito clichê e medíocre. Ah, e Julie Andrews ainda brilha intensamente como a rainha das fadas.
Nos últimos dois dias do ano, vi dez filmes. Isso mesmo - cinco filmes por dia.
Dia 30 de Janeiro, domingo, vi Vidas que se Cruzam (o primeiro filme que vi com o roteiro de Guillermo Arriaga - desta vez ele até na direção - e tive uma impressão regular); Comer, Rezar, Amar (um bom filme com Julia Roberts - um filme agradável e simpático); Sex and the City 2 (A MAIOR SURPRESA DO MÊS - adorei e achei um dos 10 melhores filmes do ano. Não sei o que me chamou tanto a atenção nesta sequência - o primeiro, por exemplo, não é tão bom assim -, mas devo ter sido a única pessoa do mundo que gostou); Piranhas 3D (uma das coisas mais ridículas que já vi); e Alvin e os Esquilos 2 (de longe, o pior do ano - de perto também).

E para terminar bem (ou não) o mês, aqui vão: O Discurso do Rei (um ótimo filme, com atuações brilhantes, concorrendo ao Oscar com 12 indicações - e Helena Bonham Carter, uma de minhas musas); Minhas Mães e Meu Pai (um dos nove concorrentes do primeiro filme citado neste parágrafo - uma comédia divertida e, embora alguns clichês, vale a pena); O Último Exorcismo (só não é pior que Alvin e os Esquilos 2, mas também é um desastre); Gente Grande (pode não ser um exemplo de uma comédia supimpa, mas diverte em muitas cenas, embora também tenha um grande nível de babaquice em outras).

E, terminando o mês, meu 34º filme, uma comédia muito boa, com muito sarcasmo e um John Malkovich de dar nos nervos (que é o objetivo) - A Mente que Mente, com Emily Blunt e Tom Hanks também no elenco.

Temporada de clássicos
Neste ano, decidi começar vendo filmes mais recentes, principalmente vários do ano passado que deixei passar, como vocês puderam ver.
Em 2009, havia visto poucos clássicos - e comecei minha chamada "Temporada de clássicos" anual com Crepúsculo dos Deuses, por volta do dia 10 de janeiro.
Em 2010, tal 'temporada' começou dia 18 de janeiro, com Aconteceu Naquela Noite.
E neste ano, ainda não começou. Provavelmente, meu primeiro clássico do ano será O Último Tango em Paris, que parece ser demais!
Bom, aqui começa o meu ano.